Sai ao sábado #1

E eis que chega sábado com toda a sua glória! Dia de laurear a pevide, de preparar para a corrida longa de domingo e de pôr as leituras em dia. Para inaugurar este espaço deixo duas sugestões: uma revista e um livro.

– A escolha da revista é óbvia! A Runner’s world chegou a Portugal e com ela a garantia de boas sugestões, de informação útil e a perspectiva nacional sobre a corrida amadora. É daquelas revistas para encher de post-its e ir guardando para consulta futura, seja porque está lá uma receita que queremos experimentar, o calendário de provas, dicas de respiração para a corrida ou qualquer outro assunto que sabemos que será importante hoje e daqui a seis meses! Espero que cresça e que ocupe, com maior regularidade, o espaço dedicado à corrida em Portugal. Enquanto não temos edições mensais podemos sempre ir consultando o site que é actualizado com muita regularidade.

– Está a fazer um ano que me deu uma “travadinha” psicológica no que diz respeito à corrida. Já corria frequentemente 10 km, já tinha feito treinos de 14 km e 17 km mas, mais ou menos de um momento para ou outro, não conseguia correr mais de cinco quilómetros seguidos. Andei nesta vida ainda umas duas ou três semanitas e às tantas a frustração era tão grande que achei melhor fazer alguma coisa para evitar partir as pernas a alguém. Sabia que fisicamente não tinha nenhum impedimento e que por isso só podia ser cabeça. Dei uma de Larry David e disse para mim “whatever works” antes de começar a pesquisa na secção de livros de auto-motivação da amazon. Sendo um pequeno calhau com olhos, esta coisa de andar a escarafunchar nas emoções e sentimentos não é prática com que me identifique. Encontrei o “The champion’s mind: how great athletes think, train and thrive”. Descarreguei a versão kindle (para não correr o risco de ser vista com um livro destes na mão) e li, sublinhei, tirei notas. Passei a treinar com as pernas, mas sobretudo, com/a cabeça. O livro tem alguns exercícios que se podem ir fazendo e que ajudam a ultrapassar os bloqueios que criamos. Às vezes é mesmo preciso pôr um travão nos filmes que vamos fazendo sobre os nossos limites.