The early bird…

A única forma que eu tenho de garantir que vou correr é se o fizer com o cérebro ainda meio adormecido, porque se me ponho a pensar muito no assunto é certo e sabido que não tiro o lombo da cama. Para além do mais, as fases de agitação cá por casa acontecem entre as 7h30 e as 8h30 e depois voltamos à loucura das 17h00 até que a criança adormece e eu peço clemência aos deuses porque, gerir uma catraia de quase três anos e uma cadela com um ano é, para mim, o equivalente a uma sessão de crossfit que acaba comigo a dizer à minha filha “senta” e à Manga para comer o iogurte. Dá para perceber que, para mim, correr ao fim do dia é mentira, para além do mais, consigo acordar de madrugada bem-disposta e sem grande sacrifício. Nos dias que quero correr o que faço é deixar o equipamento pronto de véspera, um mini-pequeno almoço na mesa da cozinha e as chaves e documentos à mão. Assim, quando o despertador toca, entre as 05h30 ou as 06h00, dependendo da distância que queira fazer, só tenho de seguir o carreirinho de roupa e comida e, quando finalmente o cérebro acorda, já eu passeei a cadela e estou na rua apanhar frio/chuva e a ver o Sol nascer. Além do mais, quando começa o calor, correr de madrugada é a minha única opção porque basta estar um bocadinho mais de sol para me dar o fanico! Confesso que no meio disto tudo a única coisa que não gosto por aí além é a sensação de insegurança. Vá-se lá saber porquê, mas a essa hora não há muita gente na rua e nem sempre a minha parceira pode alinhar comigo, por isso, e como sou caguinchas, acabo por escolher correr nos passeios das estradas principais que têm sempre algum movimento e procuro ir mais atenta ao que se passa à minha volta para não ter grandes surpresas. Quando chego a casa (por volta das 08h00) ainda vou a tempo de acabar de preparar a cachopa para ir para a escolinha, de me arranjar para enfrentar o dia. Se deixo a coisa para a tarde, está o caldo entornado, e o mais que consigo é ir com a garota para a beira rio e correr um bocado enquanto empurro o carrinho, paro para brincar, paro para comer… e não se pode chamar a isso um treino (apesar de me saber pela vida!).

Resumindo, há os night runners, os day runners e eu sou uma zombie runner.