Golden Tenloop Delft

Na onda de celebrações de Maio achámos que nada faria mais sentido do que fazer uma corridinha em família! Calhou bem porque estávamos na Holanda no momento da Golden Tenloop que ia acontecer em Delft. A cidade é pequenina e simplesmente fantástica. Não há cantinho que não pareça ter saído de um livro de história. De entre a multidão de gente que enchia a cidade, quem não estava contente por ir correr estava contente por ir apoiar, e muitos deles (de nós) acumulavam os dois tipos de felicidade! Gostava tanto que virasse moda, cá em Portugal, as pessoas irem para a rua apoiar quem está a correr!

Mas vamos lá à prova. Apesar do aparente caos de gente e de provas, tudo correu como estava planeado. Para além da nossa prova aconteceram outras antes, mas não houve atrasos. Fomos para a zona de partida relativamente cedo e deu para tostar! Estavam uns 27ºC e, tendo em conta que estava meio desidratada (por reacção dos medicamentos que ando a tomar) estava um bocado ansiosa em relação aos abastecimentos. Para grande alegria minha havia logo no pórtico da partida um baldinho de água onde podíamos encher um copo e lá fui eu bem mais confiante. A corrida parte da zona histórica sempre a toque de bandas, palmas e cheerleaders, atravessa uma zona residencial em que se corre praticamente sempre ao lado de um canal, e segue para um parque. Ora, no parque corremos em trilhos, junto a lagos, zonas de piqueniques, e por entre gente que estava simplesmente a aproveitar o feriado e dia de sol! Depois da volta de 5k ao parque voltámos à zona histórica onde ainda havia festa! O percurso não tem grandes desafios e é essencialmente plano.

Gostei de tudo! Mas houve uma coisa que para mim foi determinante: a organização percebeu que o dia ia estar quente (apesar de nos dias anteriores até ter choviscado e de ter estado frio) e criou abastecimentos de dois em dois quilómetros e, já perto da meta, entre abastecimentos, havia ainda esponjas com água a serem entregues por espectadores. Também fiquei aparvalhada com o espírito dos outros corredores! Perto do fim, cheguei a pensar que me ia finar e comecei a abrandar. A determinada altura, um senhor a quem eu dava pelo cotovelo mas que já tinha ultrapassado algumas vezes, disse-me qualquer coisa em Holandês que devia ser, “vá, vamos” enquanto me puxava com jeitinho. Nessa altura resolvi que a morrer, seria só depois da meta e de preferência perto do resto da família!

Gostei e quero mais! Ou melhor, quero corridas como esta por cá!