Sai ao sábado #5

Desta vez a sugestão é um blog e os livros que daí resultaram, e um livro que resultou num site. Com esta minha aventura no mundo-das-coisas-que-acontecem-na-nossa-saúde-e-que-não-estavam-programadas a única constante que tenho tido é a da certeza que tinha de mudar alguma coisa na forma como estava a cuidar de mim. Eu até achava que não estava a fazer nada de muito errado, ou melhor, achava que por correr três vezes por semana podia fazer uma outra asneira que no fim a balança continuava equilibrada. Hoje em dia percebo que o facto de nunca ter feito grandes asneiras e de fazer exercício tenha sido (e esteja a ser) um factor importante na minha recuperação, mas ainda assim, há ajustes a serem feitos.

Lembro-me que tive conhecimento da história da Ella Woodward quando comecei a perceber que havia qualquer coisa de estranho a acontecer comigo. Apesar disso, quando li a história dela revirei os olhinhos! “Mais uma que viu a luz numa alface!”. Pois… Foi preciso que a base da minha alimentação passassem a ser comprimidos para resolver mudar alguma coisa. Neste aspecto a minha irmã teve uma importância gigantesca! Como sempre foi muito consciente do que comia (ao contrário de mim em que qualquer coisa marcha… marchava, vá) foi ela que me ajudou com a substituição, primeiro dos alimentos com lactose (porque têm alguma influência nos processos inflamatórios nos organismos que, como o meu, não estão bem regulados nesse capítulo) e mais tarde, quando sugiram os efeitos secundários da medicação, no ajuste da dieta para de alguma forma reforçar o sistema gastrointestinal. O problema é que como a M. ainda não escreveu nenhum livro não a posso recomendar no “Sai ao sábado”, e é por esse motivo que voltamos à Ella. Pelos vistos, tal como eu, a moça viu o corpo dela virado do avesso e depois de estar farta de médicos, hospitais e internamentos, resolveu começar pelo que podia controlar e que era aquilo que comia. Deixou tudo o que era alimento processado e passou a alimentar-se só com alimentos no seu estado natural. Não é preciso ser o Nicholas Sparks para perceber que a história teve um final feliz.

sai ao sábado 5.1

Outra rapariga que tem uma história idêntica, é a Meghan Telpner, cujo livro li, sublinhei e tirei apontamentos durante a nossa estadia em Utrecht. A história é semelhante à da Ella, o tipo de alimentação também, mas o que me agradou, quer numa quer noutra, é que ambas têm um estilo de vida bastante activo e fazem exercício. Aliás, a Ella até já fez uma Meia Maratona, o que quer dizer que é possível continuar a correr mesmo só comendo “relvinha”.

sai ao sábado 5.2Assim, da Ella temos o blog, Deliciously Ella, onde se encontram dicas de alimentação, receitas e fitness, e os livros “As delícias de Ella” e “Deliciously Ella – every day”. A Telpner vai um bocadinho mais além e faz umas sugestões mais místico-filosóficas, essencialmente no blog, mas no livro “The UnDiet“, vai bem para além disso e dá as bases para se perceberem alguns princípios de nutrição e da função e propriedade dos alimentos.

Resumindo, estas sugestões de leitura servem para quem queira dar uma arejadela no tipo de alimentação que faz, para quem esteja numa fase em que experimenta até caquinha da galinha preta para ter mais saúde, para quem queira um estilo de vida mais saudável, e para quem queira isso tudo e ainda manter uma rotina de exercício físico.

Conclusão: as alfaces dão luz!